sábado, 25 de setembro de 2010

COISAS QUE NINGUEM PODE FAZER POR VOCE

Nunca me esqueço do dia em o papai Noel trouxe a primeira bicicleta do meu irmão. Lembro-me bem que todas as crianças ficaram felizes, corriam ao encontro do velhinho gordo de barba branca, abraçavam-no e o beijavam, e eu estava lá grudada em minha mãe.
Depois do meu irmão seria minha vez de ter que ver o velhinho de perto se quisesse ganhar uma bicicleta também. Não lembro o que pensei, mas devo ter até tentado desistir da bicicleta.
Porém, quando ele voltou um natal depois, eu já não tinha medo. E lá estava eu na minha super bike cor-de-rosa com rodinhas.
Mas, o que não me sai da minha memória é o dia em que eu pedi ao meu pai para que tirasse as rodinhas da minha bicicleta. E lá foi meu pai, tirou as rodinhas, porém, toda vez que eu subia nela, antes mesmo de eu pedalar ela caia.
O que me faltava era coragem para subir e pedalar. Eu ainda não estava preparada por que era totalmente dependente das rodinhas, que não deixavam a bicicleta cair, e assim, não me acostumava com o fato de eu ser a única fonte da minha própria estabilidade.
Um dia, meu irmão, decidiu de certa ta forma, me forçar a subir na bicicleta. Em frente a minha casa tinha uma descida, não muito grande. Então, lá estávamos nós. Meu irmão e eu, ele me segurando em cima da bicicleta e dizendo: - Agora vou te soltar, e você começa a pedalar, quando chegar no meio você freia, vou estar do seu lado.
Parece fácil né? Mas lembro-me bem como não foi. Comecei a pedalar, e como ele mandou não parei, o que não contávamos é que o freio da bicicleta iria estragar.
Pedalei, pedalei, até que a bicicleta pegou um embalo.
Meu irmão dizia: - freia, freia. Eu bem que tentei. Ai foi minha vez de começar a gritar: - não freia, não freia . Olhei para trás e vi meu irmão correndo desesperadamente atrás de mim. Pouco adiantou. Ele até me pegou, mas sabe onde? No final da rua, esticada no chão.
Menina boba levantei rapidamente gritando: - de novo, de novo.
Tive muita sorte por que naquele momento nenhum carro passava.
O bom de tudo isso, foi que perdi o medo de andar de bicicleta. Toda vez eu conferia os freios.
E já não ficava na confiança nem das rodinhas, muito menos do meu irmão. Aprendi a confiar em mim mesma, conferir a direção para qual direciono a bicicleta, e o melhor de tudo, pedalando sozinha.
Moral da história : Sempre haverá pessoas para te dar um apoio, mas, tomar a atitude de dar o primeiro impulso, pedalar, ter equilíbrio, e principalmente conferir os freios é uma responsabilidade sua, e de mais ninguém.

Há coisas que ninguém pode fazer por você!

Nenhum comentário:

Postar um comentário